URUBLUES - imprecisões, algaravias, garatujas e heresias


(Conforme já publiquei aqui no blog, estou trabalhando no momento num projeto de duto entre Atibaia e Sao José dos Campos, em São Paulo. Vou tentar publicar algumas das crônicas que escrevi, mas não tive tempo de publicar neste tempo)

(a faixa verde-clara no centro da foto é o duto cruzando os mares de morros)

 

CRÔNICAS DO DUTO

 

1 - A ENGENHEIRA

  

A engenheira chegou no projeto. Alta, linda, loura, formada na Unicamp e com especialização em segurança do trabalho. Maravilhosa. Uniforme azul impecável, botas novas. Sequer desceu da caminhonete pra cumprimentar: estendia o braço pela janela, e exibia um pálido sorriso.

No primeiro local de visitação, nem quis descer ao local onde estávamos fazendo as sondagens: tínhamos que descer segurando em cordas. Reclamou dos insetos, de uma abelha e de uma joaninha que pousou em seu braço. Quando saímos do local, disse que as curvas da estrada faziam-na enjoar.

No segundo local, até que foi ver o pessoal trabalhando. Ai reparou que ali não existia um banheiro químico. Nosso encarregado, o Siqueira, pernambucano de olhos calmos, respondeu-lhe que ali, naquele tipo de obra, um banheiro químico era um severo impeditivo para a obra. Nosso deslocamento era constante de um ponto a outro, levar um banheiro químico era um ônus pesado demais para nossos funcionários. Quase como levar fogão de seis bocas num camping.

Então, a engenheira reparou que os funcionários estavam sem o protetor auricular. Novamente, com seu jeito calmo, Siqueira explicou que ali, na mata, não haviam ruídos que pudessem incomodar os funcionários. O bater do martelete de percussão não era continuado nem tinha um som exagerado.

Quis mostrar as obras que estava vistoriando. Ela me deixou com o outro fiscal e voltou para a caminhonete. Voltarmos cerca de 40 minutos depois, e a encontramos deitada no banco da caminhonete, ar condicionado, dormindo o sono dos justos.

Disseram-me que ela tinha vindo pra ser chefe da fiscalização do projeto. Não sou nenhum especialista no assunto, mas é mais uma pessoa errada no lugar errado. Depois de quase dez anos sem contratar, as empresas estatais estão num serio dilema. Contratam recém formados, mas por falta de quadros mais antigos, estes mal entram e já pegam cargos de chefia. O que essa menina vai chefiar?

Mal ela sabia, mas naquele bando de peões que ela viu operando a sonda havia Cícero, que já ganhou dinheiro compondo musicas. Havia o Melancia, contador de causos e anedotas de animar qualquer roda. E havia o Tonho, grande e forte como um urso, suave e simpático como uma criança.

Para alem de qualquer projeto estão as pessoas. As pessoas fazem projetos, constroem dutos, fazem leis, jogam futebol, dirigem grandes corporações, constroem ou destroem países inteiros. Perceber isso é crucial para qualquer empreendimento humano.

Será que a engenheira sabe disso? Pode até saber academicamente, mas tem o saber profundo, aquele que vem com o bater do coração e com o pulsar da existência?

Tomara que ela construa muitas coisas em sua vida profissional. Principalmente, tomara que ela veja, para alem das obras prazos planilhas e cronogramas, aquele bando de gente boa e trabalhadora que está ali, fora do ar condicionado, fazendo concretamente o concreto de nossas vidas. Tomara.

 



Escrito por jeffpicanco às 15h40
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URUBLUES 20.000 ACESSOS!!

 (urublues, quase 2 anos de estrada!)

caros amigos

estou agora numa lan house no aeroporto de guarulhos, voltando pra casa depois de 36 dias direto trabalhando num projeto de duto entre Atibaia e São José dos campos, SP.

faço este post, singelo como são os posts em deslocamanentos: muito obrigado a todos os meus amigos que acessam o URUBLUES, onde procuro dar um direcionamento para as discussoes de nossa querida Capela a partir de um ponto de vista de quem esta de longe, sobrevoando. Obrigado pelo carinho, pelas contribuições e pelas criticas, que sempre enriquecem e melhoram nosso trabalho. Isso que neste ano muitas vezes não consegui manter um minimo de regularidade devido as minhas atividades profissionais.

um abraço e até breve!!



Escrito por jeffpicanco às 12h58
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NA FAIXA

Sempre que possível, vou dando noticias da faixa do duto Campinas-Rio…

Semana passada conheci a cidade de Piracaia, localizada nas montanhas a oeste de Atibaia. É uma região muito montanhosa e bonita, cercada de lagos de grandes represas. Piracaia é bonita e limpa, e tem uns casarões e igrejas muito bonitos, lembra um pouco Antonina e outro pouco Morretes.

A cadeia é tão bonita que poucos presos se arriscam a fugir (rsrsrs).

 



Escrito por jeffpicanco às 11h35
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SALVE O 6 DE NOVEMBRO!!

(Pra variar, não pude ir a Antonina pra comemorar o aniversario da cidade. Pra compensar, vou postar algumas anotações preliminares que venho fazendo sobre a historia de nossa querida Deitada-a-beira-do-mar. comecamos com uma parte da pré-historia)

APONTAMENTOS PARA UMA HISTORIA DE ANTONINA

A pré-história da Baia de Antonina (parte 1)

 

Há cerca de 100.000 anos atrás, durante o período pleistoceno, a geografia de nosso território era muito diferente do que é hoje. Os cientistas estimam que o nível do mar  estivesse cerca de 80 metros abaixo do atual nível. Nessa época, portanto, o atual litoral  era uma região interiorana que ficava dezenas de kilometros para alem das praias desta epoca. As praias da linha de costa deste periodo deveriam estar a dezenas de quilometros das praias atuais e, como estão hoje cobertas pelo mar, pouco sabemos de sua conformação.

A região onde hoje se encontra Antonina estava situada no vale antigo de um rio, provavelmente o Cachoeira/Cacatu e o Nhundiaquara, que tinha sua foz  a mais de 80 quilômetros a leste, num ponto hoje coberto pelo mar. Estes rios foram formados com a ascensão da serra do mar ao longo dos últimos milhões de anos. Essa bacia hidrográfica deveria em algum ponto receber os rios da baia dos pinheiros e, todos juntos, entrariam finalmente no oceano atlântico.

Os terraços arenosos de Paranaguá, das praias todas e da Ilha do Mel simplesmente não existiam, e sua conformação nessa época é restrita a conjecturas.

Há cerca de 15.000 anos atrás, no entanto, o nível do mar subiu até cerca de dois metros acima do nível atual, engolindo os vales antigos e fazendo o litoral regredir mais ou menos para os locais em que se encontra hoje. Em alguns locais os pesquisadores encontraram níveis de conchas e antigos costões de pedra acima do atual nível da preamar. Somente por volta de 7000 anos AP (antes do presente), o nível do mar atingiu seu atual nível.

O período entre 7000 e 5000 AP (AP significa antes do presente, calculado para 1950), alguns casos chegando a 2000 AP, o litoral sul brasileiro, desde o Rio de janeiro até Torres (RS) apresenta indícios de ocupação de povos caçadores/pescadores, localizados principalmente nas grandes baias, como Guanabara, Iguape, Paranaguá, Joinvile, Laguna. Esta ocupação ocorre principalmente em ambiente de mar aberto/enseada/mangue. Em geral, estas populações evitavam zonas de restingas, relativamente mais pobres em recursos alimentares.

Estas populações caracterizavam-se pelas construções formadas por conchas de mariscos, denominados sambaquis, e formavam estabelecimentos estáveis, densamente povoados.

As populações guardavam as valvas de mariscos (ostra, mexilhão, berbigao) acumulando-as em plataformas sobre as quais instalavam residências e sepultavam seus mortos. A maioria destas construções alcançava dezenas de metros de diâmetro e poucos metros de altura. As maiores alcançam centenas de metros e mais de 30 metros de altura.

Pelos registros que temos, a baia de Antonina era uma região densamente ocupada nesta época, por grupos sambaquibas. As principais concentrações estão ao redor do Portinho/ilha do Corisco, na ponta da pita e na ilha das rosas, na foz do rio Faisqueira.

Provavelmente cada grande manguezal – base territorial de um grupo em grandes sambaquis e vários satélites, co-funções diferentes. É possível que houvsse alguma divisão do trabalho – mulheres e crianças catavam moluscos e crustáceos, homens caçavam e pescavam. Alguns sambaquis eram construídos somente na ocasião dos ritos funerários. Possivelmente a altura do sambaqui-mor era motivo de orgulho para seus habitantes-construtores.

(continua)

 

 



Escrito por jeffpicanco às 13h06
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A volta dos que não foram!!!

Anotações para um futuro dicionário bagrinho-português:

(palavras e expressões garimpadas por Marilia Rio Apa!)

Segue toda vida reto -   Quando uma pessoa pergunta onde fica um lugar que se encontra na mesma rua que você está ou em linha reta.

Que bom se sesse! - Preciso explicar?
Animar -  
Também uma expressão utilizada para um superlativo:Animar de mala! .
Humm... Disque! -
Mentira, ladainha.
Capiau - Jacu, pessoas envergonhadas!
Bem rébaaaaa!
- Algo pobre,fraco.
Vede
- Olha!
Sêmenino
: Esse menino - Referência a algum homem, 
Sáminina
: Essa menina - Referência a alguma mulher, 
Torrado
-  Bêbado.

 


(colaborações...alguém tem mais uma palavra ou expressão?? mandem pra cá...vamos dicionarizar o bagrinho, dialeto oficial do litoral do Paraná!)



Escrito por jeffpicanco às 16h34
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VALE DO PARAIBA

Como já tinha comentado no post anterior, estou aqui no vale do Paraíba, São Paulo, trabalhando num projeto de duto. O trabalho e feito num ritmo muito forte, com muita gente e com muita coordenação. Esta sendo uma experiência muito interessante esta.

Alem, é claro, da oportunidade de conhecer o Vale do Paraíba, uma das regiões mais importantes do pais. Aqui, que no passado foi um importante centro cafeeiro, foi também a terra natal de Monteiro Lobato, que se inspirou no caipira do Vale para fazer o seu inesquecível jeca tatu, quase um símbolo do nosso homem do campo.

Mas o Vale do Paraíba tem mais coisas. Tem a Embraer, tem a Petrobras, tem o INPE, tem o ITA. Por ai se mede a importância da região no contexto nacional.

Tive o prazer de conhecer o Paraíba ele mesmo, o simpático rio que da acesso ao vale, e fiz uns reconhecimentos geotécnicos de suas margens na altura de Caçapava. Em Caçapava, alias, encontrei o orgulhoso quartel do 6º Regimento de Infantaria, um dos pilares da antiga FEB, assunto que muito me interessou. Me emocionei em ver os muros do quartel de onde saíram os pracinhas rumo a Itália.

Para os católicos, Aparecida fica a 50 km daqui. Acho que não vai dar tempo de conhecê-la, o tempo aqui é curto e é dinheiro. Mas tudo bem, isso fica pruma outra vez.

Enfim, vou ver se consigo trazer aqui pro blog e pros felizes que me acompanharam nestes últimos meses de postagens curtas, um pouco do que estou vendo e sentindo por aqui.



Escrito por jeffpicanco às 18h03
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OFF ROAD

(Estou trabalhando no interior de SP, mais precisamente entre Atibaia a São José dos  Campos, num projeto de alcoolduto. Assim que der mais tempo, com a correria louca que é, eu começo a postar mais alguma coisa. abraços!)



Escrito por jeffpicanco às 21h49
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STAND BLOG

 

Estou também stand by, meu caro Neutinho!! Estou num pique de trabalhar 10,12 horas por dia. Estou envolvido com um trabalho de zoneamento geotécnico de um alcoolduto - olha que coisa boa! Faz parte,modestamente, do esforço brasileiro de ter dutovias compativeis com o aumento de nossas reservas de combustiveis fósseis, como vai ser o caso do Pré-sal. Só que, com o computador pessoal e a internet, tudo fica muito rápido. As cobranças também. Sei que faz parte do jogo, mas nos obriga a rotinas desumanas na frente dessa maquininha aí, que veio - dizem – pra nos facilitar a vida.

Estou cheio de planos, cheio de idéias, cheio de assuntos pra discutir no blog – ou nos blogs. Mas tem faltado o tempo. Quero ver se consigo manter o blog minimamente atualizado nestes dias que correm. Aguardem.



Escrito por jeffpicanco às 20h04
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EL MAGNÍFICO

(a Cordilheira dos Andes, vista do avião)



Escrito por jeffpicanco às 21h53
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O JEITINHO DO BEM

 

Estou com uma serie de atividades pessoais e profissionais literalmente tomando meu tempo. Com isso, perco um de meus maiores prazeres nos últimos tempos, que é escrever, e escrever para meus irmãos bagrinhos.

O ano está se afunilando, e daqui a pouco vão aparecer as primeiras propagandas de natal, e 2009 estará entrando ladeira abaixo. Muitos irão protestar contra a comercialização da data, que deveria ser uma celebração religiosa, e por ai vai. Deixo este assunto pra dezembro. 

Agora, entrando nos fins de setembro, ainda tem muita água pra rolar debaixo da ponte. O jogo está finalmente ficando febril, todos estão fazendo suas apostas. As coisas, pelo menos ao meu redor, começam a acontecer. Finalmente. O que parece mesmo é que estamos saindo da tal da crise, será? Cautela e caldo da galinha, a receita infalível das nossas avós nunca perde a atualidade.

A coisa não melhorou tanto que nos faça soltar rojões e sair picando dinheiro por ai. Mas também não é pra se atirar da ponte. Temos um longo e duro caminho a percorrer. Se fizermos as lições de casa, poderemos estar daqui a uns cinco ou dez anos entrando no sonho de um Brasil potencia mundial que sonhávamos em nossa (minha) infância.

Nossas empresas competindo em pé de igualdade com as empresas estrangeiras, no nosso mercado e no deles. Nossos compatriotas aí pelo mundo oferecendo soluções e alternativas. Nossos produtos sendo consumidos por todo o mundo. Desde o minério de ferro até o livro de auto-ajuda, desde o petróleo até a consultoria internacional, o Brasil está em vias de se tornar realidade.

Pra isso, temos que reverter as nossas desigualdades. Como se constrói isso? Educação educação educação. Mas não é a educação à la Paulo Maluf, aquele investimento em educação de só construir escola. Temos escolas, temos muitas crianças na escola. Precisamos melhorar é a qualidade do ensino. Capacitar as pessoas a pensar.

Uma das características mais importantes do brasileiro, e que aumenta a sua empregabilidade em termos internacionais, é a sua grande maleabilidade. Sim, ele mesmo, o jeitinho. Já ouvi muito isso, inclusive de empregadores gringos. Usado para o bem, o jeitinho brasileiro é uma importante ferramenta de melhorar processos e produtos. Os gringos não sabem dar jeitinho nas coisas como nós. Para o bem, frise-se. O jeitinho usado para o bem.

O que nos falta, no entanto, é uma escolaridade compatível, para podermos aplicar nosso jeitinho em escala planetária. Colocar milhares e milhares de pessoas maleáveis, interculturais e criativas no mercado internacional. Aí, ninguém nos segura.

Antonina, nessa história toda, é uma espécie de pátria do jeitinho e da gambiarra. Quem sabe se, mais instruídos e mais capacitados para o trabalho, nossos bagrinhos que hoje estão nas escolas não vão fazer bonito mundo afora e – por que não, em sua própria casa?

Uma Antonina com mais educação e mais jeitinho. Com o jeitinho do bem. Aí sim, ninguém nos segura. Nem Morretes. Ninguém, a não ser a auto-estima do antoninense, sempre tão proverbialmente pra baixo...



Escrito por jeffpicanco às 17h30
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ORIGENS

(foto de garimpeiros de diamantes no Mato Grosso, anos 20 do século XX. Entre tantos homens (e mulheres) em busca de riquezas, está meu avô materno, Otavio Lima, o mais novinho, de camisa branca, pernas cruzadas e chapéu na mão, no centro da foto. Esta foto está sendo restaurada pelo meu querido amigo Horácio Vielmo)



Escrito por jeffpicanco às 17h45
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SALVADOR y PABLO

 eu em frente ao monumento a Allende, no lado esquerdo (?) do palacio de la moneda

(não há - pelo menos pra mim - viagem ao Chile sem conhecer o palacio de La Moneda e seu mais ilustre ocupante, Salvador Allende. Como Salvador  Picanço, meu pai, e descontadas as devidas proporções, uma pessoa que deu a vida por seu ideal de um pais mais justo...emocionante)

 nós dois em la Chascona, Casa de Pablo Neruda em Santiago.

(outra coisa emocionante é conhecer detalhes da vida de Pablo Neruda. conhecemos la Chascona, a casa do poeta em Santiago. impressiona pelo seu bom gosto, modernidade e romantismo, uma marca registrada de Neruda. Cheguei as lagrimas com os diferentes aposentos da casa e com os ultimos dias da vida deste grande poeta. Imperdível....)



Escrito por jeffpicanco às 02h34
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COAST TO COAST

(É bom realizar sonhos. Eu sempre quis conhecer o Oceano Pacifico, e ver o sol se pôr no mar. Chegamos, eu e Maria José, a Viña del Mar, Balneário chileno (e chique) a beira do Pacífico. Estava tão feliz, parecia quando eu tinha nove anos e ganhei minha bicicleta. O  bom de ter mais de quarenta é que cheguei aqui, não vi o sol se por no mar, pois estava  uma neblina de arrebentar, mesmo as três da tarde...Mas não fiquei triste com isso. Sei que ainda tenho muito tempo pra pores do sol. Afinal, molhar os pés nos dois lados da America não se faz todo dia....)



Escrito por jeffpicanco às 21h03
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LLOVE SOBRE SANTIAGO

(Está chovendo e fazendo um frio de arrepiar, mas não esmorecemos com qualquer contratempo: aí estamos na beira do rio Mapocho, no centro de Santiago, tendo ao fundo as majestosas montanhas dos Andes. A propósito, "llove" significa chove em espanhol. Mas o Love está no ar também...)



Escrito por jeffpicanco às 23h10
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vou dar um tempinho neste feriado.

e vou realizar dois sonhos

1)vou conhecer o Chile: Santiago, Valparaiso, os Andes etc.

2)vou fazer uma lua de mel com meu amorzinho a beira do Pacífico

se tiver tempo (o que duvido) eu posto alguma coisa de lá

um abraço a todos e bom feriado!!



Escrito por jeffpicanco às 11h30
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