estou tendo problemas para publicar aqui no blog, por força de uma série de entraves que a Administradora vem colocando. Estou estudando algumas possibilidades e dejáhoje, como se diz na Bagrinholândia, eu mando noticias!!
Este mês de maio pra mim foi bastante intenso, onde, ao lado de minhas outras responsabilidades, participei de dois eventos importantes. Participei do I Simpósio Brasileiro de Cartografia Histórica, realizado em Paraty, entre 10 e 15 de maio. Depois, de 15 a 22 foi o Simpósio Nacional de Estudos Tectônicos, em Campinas. Neste último, fizemos uma viagem de campo de dois dias para locais de interesse geológico nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Tivemos, entre outras coisas, o privilégio de conhecer, muito rapidamente, a cidade de São Luiz do Paraitinga, famosa cidade histórica e turística. Possui um belo conjunto arquitetônico, com construções do século XVIII e XIX. Também tem um dos carnavais mais charmosos do Brasil, segundo dizem os que lá já foram. Calo, por educação. Pra mim, o melhor carnaval do mundo é realizado entre o rio Sapitanduva e a Ponta do Gomes, mas respeito o carnaval dos outros.
Em 3 de janeiro de 2010, a cidade de são Luiz do Paraitinga sofre uma das piores catástrofes de sua história. O rio Paraitinga, encaixado por entre as montanhas da Serra do Mar, sempre aprontou das suas. Mas neste particular janeiro, a intensidade das chuvas fez com que as águas se levantassem como nunca. O resultado foi o alagamento do centro da cidade, com a destruição de inúmeros prédios históricos. Ficaram famosas as imagens da queda da torre da igreja matriz durante a enchente. Uma pessoa morreu.
Durante nossa rápida visita, o que nos chamou atenção foi o conjunto das casas, todas bem pintadas e com as fachadas coloridas. Umas poucas ainda estavam com as paredes com as armações de taipa ainda a mostra, como ferimentos que ainda não cicatrizaram totalmente. A igreja permanece em ruínas, mas é um canteiro de obras. Foi construído um enorme barracão no lugar do templo para proteger as estruturas que sobraram, e tudo está cercado por tela. Aqui e ali, no barracão, vêem-se restos de paredes que não ruíram, os tijolos antigos a um canto, empilhados, madeiras e outros elementos em outro, esperando a hora da reconstrução. No lugar do altar, semi-destruído, as estátuas dos santos, no mesmo lugar, na mesma posição, parecem esperar, pacientemente, pela sua reconstrução.
A atmosfera é alegre, as pessoas nos recebem bem. Sim, agora tudo esta bem, a cidade está se reconstruindo. Sim, o carnaval deste ano já foi bom, a cidade se recupera. Quando sabem que somos geólogos, correm a nos mostrar, ali perto, a casa onde nasceu Aziz Ab’Saber, ilustre São luizense e um dos maiores geógrafos do Brasil. Com orgulho, nos dizem que são Luiz do Paraitinga também é a terra natal de ninguém mais ninguém menos que Oswaldo Cruz, o grande sanitarista - que alias é nome da estrada que liga Taubaté a Ubatuba, passando por Paraitinga. Cidade pequena, mas cheia de si. Vejo o orgulho nos olhos das pessoas por pertenceram aquilo. Não me espanto, minha terra é igual.
É hora de ir embora, e nos despedimos da bela São Luiz. É um belo final de tarde, com um sol fraco e um céu azul, e começa a esfriar na serra. Os morros ao redor do centro historico, apinhados de casas, ameaça novas catástrofes e nos deixa apreensivos. Cadê o plano diretor? Cadê o mapa de riscos? Os belos mares de morros tão bem descritos pelo prof Aziz estão ali, dominando a paisagem. Lá embaixo, encaixado, o rio de águas barrentas (aprendi que para=rio e itinga=branco) está manso e calmo. Aqui e ali, vêem-se as cicatrizes de escorregamentos recentes. É uma luta tenaz, a luta dos homens contra a natureza.
Mas seguimos adiante, nosso caminho ainda é longo até Paraty, próxima etapa de nossa viagem. São Luiz se reergue, Antonina também se reergue. Pra que? Por que assim é a vida. Uma coisa de cada vez.
(por uns fatos da vida como ela é, vou ser obrigado - frise-se o obrigado - a voltar à Paraty neste fim de semana, agora num evento de Geologia. Nada é perfeito nem justo neste mundo. Peço desculpas por minha felicidade. Escreverei em breve minhas impressões sobre a "Veneza fluminense". Por enquanto, coloco para a delicia dos sentidos um biscoito fino de mestre Oswald de Andrade)
esta ultima semana estive ausente do blog e da vida, por contqa do I simposio brasileiro de cartopgrafia historica, que ocorreu na Casa de Cultura de Paraty. Eu e Maria José estivemos lá apresentando um trabalho sobre mapas do seculo XVIII sobre os diamantes do rio Tibagi. foi bem legal, apesar da correria, conhecemos pesquisadores de todo o Brasil, de Portugal, da HOlanda e do México. Vimos muitas pesquisas interessantes sobre esta área. Sem contar que, nas poucas horas vagas, conhecemos Paraty, com seus casarões bicentenarios, uma lindeza de perder o folego. Esta semana que vem temos um outro simposio, aqui em Campinas mesmo, sobre Tectonica. Correria, correria, correira. Assim que der eu coloco a casa em ordem...
O texto abaixo já foi publicado aqui no blog, mas vale a pena ser repetido com mais alguns dados. Trata-se dos dados de um recenseamento nos municípios do estado de são Paulo, à qual pertencíamos então. Verifica-se que a vila tinha uma outra freguesia, quase do mesmo tamanho: a sede da vila tinha sete quarteirões (bairros) o mesmo numero que a freguesia dos Morretes, que então ainda pertencia à vila Antonina.
Vê-se que éramos uma comunidade, Antonina e Morretes, com quase 6000 habitantes, provavelmente divididos quase igualmente pelas duas vilas. Destes, 1119, ou 18% do total, eram de escravos. O numero de escravos estava diminuindo devagar, em parte porque a maioria começava a ser vendida para os locais de maior demanda, ou seja, para os nascentes canaviais paulistas, ao redor de Itu e São Carlos (campinas). A comunidade vivia da plantação da mandioca e do arroz, alem do fabrico do açúcar. Era uma comndade pobre, mas não era miserável: segundo o texto, a Villa de antonina possuía “os edifícios públicos da matriz (orago N.Sa. do Pilar), e se estão construindo mais duas cappelas, de São Benedicto e do Senhor Bom Jesus”.
A administração da vila constava com um Juiz municipal, um juiz de órfãos (que decidia casos relativos a posse de filhos e heranças), 2 juízes de paz e 99 juízes de fato, ou seja, pessoas aptas a serem eleitas para o cargo de juiz. Nestes tempos, somente pessoas com rendas, ou seja, proprietários poderiam eleger e ser eleitos. A vila contava também com um promotor, um escrivão e um Tabelião. O texto continua dizendo que a vila tinha 3 sacerdotes do clero secular, 1 Coletor de rendas, alguns comerciantes e “313 pessoas que sabem ler, e escrever, e tem decente subsistência”.
O final do século XVII era um período de crescimento econômico, com a recuperação de alguns preços, como o do açúcar. Alguns moradores dedicavam-se a produção de telhas e extraiam cal das conchas dos sambaquis. Havia ainda o comercio com Curitiba e demais vilas de serra acima, através do porto e das estradas da graciosa e do arraial, todas muito ruins, e motivos de freqüentes discussões entre os comerciantes de Antonina, Paranaguá e Morretes.
Essa era a pobrinha Antonina (e Morretes) da metade do século XIX.....
38 – ANTONINA – do termo da villa de Paranaguá
O districto desta Villa é a continuação do de Paranaguá, do qual foi desmembrado, e creada a Villa no anno de 1797: fica em aprazível situação no fundo da Bahia para Oeste. Compreende no seu districto a freguesia de Morretes (NS do Pilar (sic)) situada no rio do Cubatão na distancia por terra da Villa duas léguas e meia, tendo o seu districto a extensão de L a O. 8 léguas, e de N. a S. 6. Tem na Villa os edifícios públicos da matriz (orago N.Sa. do pilar), e se estão constuindo mais duas cappelas, de São Benedicto e do Senhor Bom Jesus. Contem todo o districto 5923 habitantes. Confina com as villas de Paranaguá, Cananéia, Guaratuba e Curitiba.
Suas distancias em léguas das villas limitrophes: a Paranaguá 5, a Curitiba 12, a Cananéia 14, pelo trajecto de mar e terra, a Guaratuba 17 por Paranaguá (grande volta).
Distancias a que ficam seus limites nos trajetos que se seguem, partindo da Villa: na de Paranaguá 2 leguas, na de Curitiba 41/2 alto da serra, Cananéia e Guaratuba incerto por estar dividido por matas incultas.
Divisão dos districtos de Paz
Todo o districto se divide em: 1º da Villa 7 quarteiroens, 2º dos morretes 7.
Administração da justiça
Juiz municipal 1, juz de orphaos 1, juízes de paz 2, juízes de facto (que podem ser eleitos) 99, promotor, escrivão e Tabelliao.
A cultura principal do districto é a mandioca, e arroz, alguma cana de assucar. Muitos habitantes preparam o mate, e assim telha e cal. Tem ainda terrenos devolutos.
Tem n’este districto 3 sacerdotes (clero secular), 1 Collector de rendas, alguns comerciantes e 313 pessoas que sabem ler, e escrever, e tem decente subsistência.
Fonte: Daniel Pedro Muller (1838) ensaio de um quadro estatístico da província de São Paulo – ordenado pelas leis provinciais de 11 de abril de 1836 e 10 de março de 1837. são Paulo, imprensa oficial, 1978.
(a Paleontologia Imaginária é um ramo da Paleontologia que trata de animais incertos; é um ramo do conhecimento que faz fronteiras com a paleontologia, a geografia, a física molecular, a psicologia e com Morretes (PR). Como membro da Sociedade Brasileira de Paleontologia Imaginária (SBPI) e colaborador da South American Review of Imaginary Paleontology, periódico classe A1 da CAPES, venho através deste blog fazer a divulgação científica da Palentologia Imaginária para o publico interessado em ciências)
Tabagistus sp
Extinções em massa são episódios terríveis no registro geológico terrestre, episódios terríveis que não deixam saudades. A extinção do tabagistus sp, no entanto, foi saudada em quase todo o planeta, com exceção de Buenos Aires e alguns pubs perdidos por aí. O tabagistus existiu desde o proterozóico inferior, há 2 bilhões de anos atrás (Phillip Morris, comunicação verbal, 1999). Naquele tempo, a atmosfera era mais rica em gases estufa que a atual, e a quantidade de oxigênio era bem menor. O tabagistus inveteradus proliferou neste período de atmosfera anaeróbica.
Muito charmoso e atraente, o tabagistus inveteradus era sempre a espécie mais cheia de cenas da era proterozóica. Quando estava em público, logo abria um rosto preocupado, fazia caras e bocas e puxava o maldito cigarro que trazia sempre à mão. Não se podia ver um tabagistus sem um cigarro na mão. Às vezes, acendiam um cigarro no outro, e assim passavam os dias, fazendo caras de sentido alívio cada vez que soltavam baforadas (Souza & Cruz, 1995).
Na primeira tragada, os tabagistus faziam um sorriso de alivio, soltavam uma baforada e parecia que tudo ficava bem. As fêmeas do tabagistus, da mesma forma, quando faziam menção de acender um cigarro, eram logo ajudadas por inúmeras mãos de machos portando isqueiros. Faziam uma discreta e suave concha com as mãos, levavam o fogo à ponta dos cigarros e os acendiam com delicadeza. Eram um charme as fêmeas do tabagistus, embora houvesse os que reclamassem do gosto de cinzeiro que exalavam. Também era comum entre os tabagistus o hábito de acender um cigarro depois das refeições ou, com mais freqüência, depois do ato de acasalamento.
Junto com o tabagistus inveteradus logo proliferou outra espécie, o tabagistus passivus. Este não fumava como a espécie dominante, mas sempre estava exposto à fumaça dos tabagistus, ora por ignorância, ora por necessidade. Os tabagistus inveteradus não abriam mão de seu direito de soltar baforadas a qualquer hora e em qualquer lugar (cf Atas do Congresso de Paleontologia Imaginaria de Pall Mall, 1979).
No entanto, durante o paleozóico, as condições da atmosfera terrestre foram se tornando cada vez mais oxidantes. Os tabagistus foram diminuindos em quantidade e sendo empurrados para nichos muito restritos. Do lado de fora dos estabelecimentos, foram pegando resfriados e morrendo. Outra causa de mortandade entre os tabagistus, tanto o t. inveteradus quanto o t. passivus foram as doenças pulmonares.
Financiadas pelas companhias proterozóicas de tabaco, os tabagistus inveteradus resistiam cegamente à restrição de espaços que sofriam com a expansão da atmosfera mais rica em oxigênio. O tabagistus passivus, por outro lado, sofria calado com a fumaça tóxica que os t. inveteradus soltava, padecendo das mesmas doenças e morrendo igualmente aos milhares.
Por fim, no final do proterozóico, quando as condições da atmosfera chegaram a níveis próximos da atual, os tabagistus, tanto os t. inveteradus quanto os t. passivus foram restritos a pouquíssimos ambientes. Os tabagistus reclamavam, contudo, de restrições a sua movimentação. Invocaram leis, direitos, liberdades e outras quimeras distantes do frio registro paleontológico. Mas nada disso deu resultado. No início do cambriano, o tabagistus já tinham sido completamente extintos, seja pela legislação atmosférica seja pelas doenças pulmonares.
Entre os muitos elogios que tive aqui no blog, um foi do glorioso Cequinel, do Ornitorrinco, que disse que meus textos eram bons, embora escrevesse pouco. Muito obrigado, Cequinel, obrigado mesmo. Na real, na real , eu até gostaria de me dedicar tempo integral ao blog e escrever mais. Fazer textos bons implica em dedicação, suor e transpiração, muito mais que inspiração. E preciso também comer, morar e, no fim de semana, ver um filminho no cinema. Também trabalho muito, mas não posso reclamar, pois gosto do meu trabalho: sou pago pra estudar e ensinar o pouco que sei a jovens que estão no mesmo caminho que eu segui, o das Geociências.
Fiquei feliz quando o pessoal do Centro Acadêmico aqui da geologia da UNICAMP, o CAGEAC, me convidou pra escrever um texto no blog deles (confira_aqui). Foi muito bom escrever estes texo. Foi também importante pra mim resgatar ao menos uma parte de minha vivência acadêmica, e poder isso mostrar pra eles, filhos de um novo tempo, um tempo que nós criamos no Movimento Estudantil do passado. Valeu, Guilherme, valeu gurizada!
Nem tinha nascido no dia 12 de abril de 1961, mas sempre carrego comigo a impressão de que sim, eu já tinha nascido. Neste dia Yuri Gagárin fez o primeiro vôo de um ser humano no espaço. Segundo a propaganda soviética, o filho de um humilde camponês russo seria o primeiro homem a ver a terra do alto, cumprindo os desígnios da Revolução Socialista. “A Terra é azul!”, a frase de Yuri Gagarin no espaço foi o encantamento de inúmeras gerações de jovens. Lembro-me certa vez de um meu amigo meu, poucos anos mais velho, declarar que a frase de Gagárin havia mudado sua maneira de ver o mundo.Fiquei com uma sincera inveja de não ter uns cinco anos a mais.
Eu sou mais novo, do tempo das missões Apolo, quando os EUA já estavam na dianteira da corrida espacial. Era apaixonado por aquilo tudo. Tinha em casa revistas e jornais sobre as missões à Lua. Acompanhava embevecido o noticiário. Durante as missões Apolo daqueles anos, à noite, em nossa casa da Rua Coronel Libero, ficava em cima da goiabeira tentado ver onde seria o local da alunissagem, por onde andariam Armstrong e Aldrin. Onde ficava o Mar Da Tranqüilidade? Naquele tempo, juro, eu sabia.
Queria ser astronauta. Quando houve a Apolo 13 e todo aquele drama de volta-não-volta, eu fiquei mais ressabiado, mas não pensei em desistir. Quando três cosmonautas russos morreram numa missão no espaço eu também não me demovi. Fiquei chateado mesmo quando, alguns anos depois, soube que pra ser astronauta eu tinha que ser da Forca Aérea. Ser militar nunca esteve nos meus planos. Ainda mais nos tempos do Regime Militar. Abandonei meu sonho lunático e passei a ser astronauta de meu próprio planeta. Assim, fui estudar geologia.
Passei minha semana lembrando Gagarin e seu mítico vôo e de seu planeta azul. Que inveja poder ver sua casa dessa posição. Ver os oceanos, os continentes, as cadeias de montanhas, os grandes desertos, as florestas, ver as nuvens se distribuindo pelas zonas de alta e baixa pressão, ver os tais ciclones e anticiclones, tudo como se fosse um grande maquinismo, um imenso mapa-múndi – em escala natural - passando ali diante de nossos olhos. Maravilha das maravilhas. Yuri Gagarin foi o primeiro ser humano a ver em escala gigantesca o funcionamento de nossos sistemas naturais. Que maravilha e que inveja.
Até pensei em dar o nome de Yuri para meu filho. Educar e limpar as fraldas de Yuri, o futuro cosmonauta. Já imaginou? Sonhos de lunático, claro. Felizmente pra ele, fui convencido de que era um nome muito exótico e que ele ia acabar tendo problemas com isso. Ok, Pedro está bom, e ele segue o rumo que quiser seguir. Posso me acostumar com isso.
É assim. Uma idéia, um sonho, a pequena realização de um homem, as vezes podem inspirar e fazer muitos outros moverem-se na mesma direção. Como se fosse um campo magnético, colocando todas as partículas alinhadas segundo sua direção naquele momento. Algumas destas partículas permanecerão orientadas, outras mudarão de direção, e quase todas desaparecerão sem deixar rastro. O próprio campo magnético muda de lugar com o tempo, e o que era norte vira sul e assim por diante. Todo o complexo industrial militar construído naquela época serviu, no fim das contas, para o ego da humanidade, para alguns sucos instantâneos e canetas especiais para escrever sem gravidade.
Para mim, em particular, serviu pra me mostrar mundo e caminhos novos e diferentes. Nem que estes caminhos me levassem a lugares já conhecidos, como meu planeta, meu país e minha cidade. Hoje, estou trabalhando com meu planeta, ensinando aos jovens um pouco do que sabemos sobre as engrenagens planetárias. E quis o destino que eu estivesse recentemente ajudando as pessoas de minha cidade. Neste sentido, Yuri Gagarin foi importante para me mostrar que o caminho que eu devia seguir não é o caminho das estrelas, mas sim o caminho de casa. Chego domingo, na hora do almoço.
Hoje faz um mês da tragédia em Antonina, que matou duas pessoas, feriu cerca de 200 e deixou um rastro de 1200 casas danificadas e 71 destruídas, segundo os dados da Defesa Civil. Antes que nos esqueçamos da tragédia e nos voltemos ao nosso cotidiano, estou postando um vídeo de um dos sobrevôos de helicoptero que fiz, em companhia do colega Renato Lima e do Capitão Yagui, dos Bombeiros, no dia 15 de março – quatro dias depois da tragédia – onde ainda se pode ver a extensão dos deslizamentos e da destruição provocada. É de arrepiar. Como diz um ditado Japonês: as tragédias ocorrem quando nos esquecemos delas. Nós vamos esquecer?